sexta-feira, 31 de julho de 2009

Gripe Midiática

Pode-se pegar "o vírus" indo na aula?
ou quem sabe num show do 'super' roberto carlos?
ou quem sabe ainda num bien-venido shopping, ainda mais 'bien-venido' com o prolongamento das férias?
se ñ existisse tv, ninguém ia dar a mínima, ou seja, dariam toda a atenção a esse "vírus" igualmente a dada a gripe(resfiado) normal...

bando de alarmistas!

PS:ah, camionheiro do mercosul e andes não trabalhará mais?reuniões também não?
deve ser por isso q a Yeda tbm optou por ir a Canela, mais seguro e aconchegante...ahahahah
vamos atar as pessoas em suas casas com alcoooool em gel ao alcance da mão...

e aí, eis que a audiência da globo octuplicará!!aahahha
Oh my god

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Em contribuição, vai o blog espanhol Grécia Libertária...divulgando os movimentos anarquistas populares da Grécia.

Em Estado onde governadora 'tira férias', pombo-correio é capa pela 2ª vez seguida no 'Correio'

Mas, definitivamente, é uma barbaridade sem tamanho. Dias de omissão retornam e com força total.

Na verdade não retornaram, pois nunca sequer o foram em algum longíncuo dia, desde que 'Deus' assumiu o editorial!!

O "único" meio de comunicação social que poderia fazer frente ao desgoverno estadual, nova e repetidamente se omite.

Quando Marcelo cavalcante morreu, nem sequer conseguiram autopicia-lo com destreza a fim de dizer o que realmente o matou. Se foi morto e jogado no lago? ou se foi jogado no lago morto? ou ainda, se foi (como o desgoverno vem tentiando ludibriar o povo) morto por si ao se jogar no lago...

Mas agora, pasmem, o pombo-correio - que me atrevo a dizer, criado dentro do presídio - merece toda a cobertura da mídia e salvo-conduto dos médicos veterinários, com direito a raio-x, cirurgia...e,...e,...FUROR NA MÍDIA!!!AHAHAHAHA

Num Estado onde não se faz nada, além de gastar em publicidade e publicar meias verdades, pombo-correio é astro!

Isso sem falar na palhaçada proveniente da suposta gripe do porco, que além de causar, novamente, FUROR na mídia, agora torna a população refém de si mesmo num estado (Estado) de caos constante.

o que seria se não existissem blogs? hein, hein?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A 'virada' da mídia

Ééé meus caros e clarividentes...eis que surge a velha mídia golpista com seus sempre presentes desvios de caráter...

Durante a copa de 2006 eis que se acabou a gripe aviária...em 2007 no Pan-Pan do Brasil-sil, eis que acabou a criminalidade...

Em 2009, com a 'gripe do porco', eis que acabou-se, ops sumiu da cena, o desgoverno Yeda, e por aí continuará [nunca vi na tv tantas notícias de Uruguaiana e Passo Fundo]. A mídia sempre oportunista a espera de novas novidades (de preferências tráááágicas), para se fazer de louca e se abster dos debates e caos humanísticos, sejam do mundo ou do nosso muy sofrido pampa, ultimamente renegado a quaisquer uns!

O Analfabeto Político

Texto batido, mas importante e complementa a boa postagem de "Piazito". Contribui,também, para que todos possamos, talvez, rever nossa conduta política.

O Analfabeto Político
Bertolt Brecht
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."

El Mirador13

As víceras da Globo estão à mostra. As das meninas do Jô, também.

Boa matéria sobre as Organizações Globo e seus aliados.

www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=14951

El Mirador13

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Haja mediocridade e continuará 'hajando'...eita marasmo

"A mesmice embota o homem... A monotonia o emburrece...
A monogamia o envelhece prematuramente."
- O tempo e o vento - Arquipélago II - pg 454 -

Ééé meus caros e clarividentes paisanos...o que nos resta a fazer quando não se há voia?
Coçar até dar em ferida[ahaha]? Esportes[e haja algum que resista ao frio]?
Ah, agora sim...ver Tevelizão! A salvação do brasileiro mediocre. No entretanto, ver o que? Êba...a Globo dos bobos(nós)!

ahahahahah...sai azar...é o demo

Como não estou fazendo nada que preste, resolvi analisar a nossa 'heroína midiática(mediocre)'

Eis a programação...de manhã surge a cada dia um novo desenho...todos ou a maioria de sucesso nos grandes centros mundiais e porque não no Brasil?
Todas as tardes passam uma merda dum filme que nenhuma criança gosta e eu também não gostava!
Em horários menos lucrativos, ocorre um baita troca-troca em um sem fim de programas das mais diferentes espécies...no entretanto, em horário tradicionais e característicos o que reina são os reis desde sempre...isso sem falar nas maravilhas do Brasil: As novelas da Globo dos bobos...em momentos alternados do dia, temos as últimas do dia!

Ainda não cheguei nos pontos que mais me irritam...a látimavem locatária >RBS ... e os >>programas clonados de outros canais, de preferência oriundos da tv paga...eis eles:

Lasier Martins: como um ser pode acusar o acusador tão bem com este cara?!nunca vi tamanah cara-de-pau pra desviar a podridão do Piratini - nunca da Yeda - pro Planalto de Lula
Ana Mélia Lemos: é o fim da picada, sempre remoendo o passado e acusando o PT de tudo, sempre em busca de perder o fio da meada, ou seja a Yeda.
Cristina Ransolin: como pode ser tão paga-pau?em mais...
Lionel Lacerda: nosso herói, sherlock holmes dos pampas, sempre correndo atras de 'furos'...
entre outros abobados que só fazem número...

Gostaria de saber pra onde foi a sede investigatória da RBS...que durante o governo do Galo Missioneiro, Olívio Dutra, sempre achava pretextos e mais pretextos pra chamar o secretariado Gaúcho a vir esclarecer, sempre ao vivo, as famigedas e muitas vezes geradas, denúncias?

>>Programa do Jô [igualzinho ao programa 'late show with David Letterman', e o pior, até o comicuzinho musico é cópia(Canal GNT)]
>>Lar doce lar, incluído no super programa do Caldeirão do Huck [é uma singela cópia do programa 'Extreme Makeover: Reconstrução Total' (Canal People + Arts)]
>> Será que o P(Z)orra Total é cópia, eu espero...pq não há nada pior que isso...
>> Existe outros? ñ me recuerdo agora...será?tomara?

Enfim, esses caras brincam com a nossa inteligência e a maioria de nós continua os prestigiando, pois não ha nada de menos pior e muitos, assim como eu, sabem a programação de cór e salteado da fantástica fábrica de alienados da Globo dos bobos!

O que fazer? Vai ler um livro, vai dormir, vai pescar, vai passear, vai viajar, vai estourar, vai curtir um visual...tudo o que possibilite adquirir a tão anseada cultura, sem os indigestos atravessadores da mídia direitista e podre!

trechos de "Vagabundo eu Confesso de Dora Vergueiro"
[...]
Já rodei o mundoe nunca pude encontrar
lugar melhor prum vagabundo
que o Rio à beira mar
[...]
Café na cama eu gosto
Com suco de laranja,mamão
Iêêê e um fino em cima da mesa
[...]

E o que nos resta é sempre o Agora!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Para os "Sem-Farda" refletir...

Aos amigos leitores minhas saudações. Provoco a reflexão acerca de um tema um pouco cansativo, entretanto saliento a importância deste texto devido a desenfreada mercantilização das riquezas do Brasil e também da nossa saudosa pátria Riograndense.
Talvez não seja nas vozes elitizadas de intelectuais que esteja prostrada a objetividade necessária para atingir a população brasileira acerca da situação "Brasil pra sempre colônia" que assistimos.A letra apresentada abaixo - mais uma de Pedro Ortaça, apresenta de maneira clara, o que nossos estudados compositores "populares" a 40 anos tentam dizer.

Desde os Tempos de Sepé

"Seu gringo, faça silêncio
Vai cantar um missioneiro
E prá não dar entrevero
E o baile ficar suspenso
Pode guardar seu dinheiro
Que eu vou falar o que penso!"

Lá da América do Norte
Se vieram para os confins
Trazendo a fome e a morte
Muito pior que graxaim
E hoje, por toda parte
Mudam tim - tim por tim - tim
Palheiro tem fumo "lights"
E a bombacha virou "jeans"
Palheiro tem fumo "lights"
E a bombacha virou "jeans".

Este primeiro parágrafo é uma contextualização do que estaria acontecendo aos poucos no nosso lento processo de aculturação.A seguir o texto fica mais objetivo:

Trazem o povo à cabresto
Pela tal televisão
A ganância não tem preço
Nessa maldita invasão
Viram o mundo do avesso
Pesticida, poluição
E se dizendo progresso
Querem tomar o galpão
E se dizendo progresso
Querem tomar o galpão.

A evolução sem limites
É que arrebenta a represa
Levando tudo que existe
Na força da correnteza
Onde o "tio Sam" dá palpite
Não resta pão sobre a mesa
Pois nenhum povo resiste
À morte da natureza
Pois nenhum povo resiste
À morte da natureza.

Há muito sobem a rampa
Tapados de cerimônias
Nossa conta virou trampa
Sem a menor parcimônia
A mesma história se acampa
Onde a gringada se adona
Estão com um pé na pampa
E as duas mãos no amazonas
Estão com um pé na pampa
E as duas mãos no amazonas.

Seu gringo, perca o entono
Pois mate não é café
E o cepo nunca foi trono
De misterzinho qualquer
Por isto, não perca o sono
E pode ir dando no pé
Porque esta terra tem dono
Desde os tempos de Sepé
Porque esta terra tem dono
Desde os tempos de Sepé
Porque esta terra tem dono
Desde os tempos de Sepé.

Abrazos.

Viejo Campesino

domingo, 19 de julho de 2009

Seguindo a linha de cantores, aqui vai uma música do grande VICTOR Lidio JARA Martinez, compositor e cantor que compunha músicas de protesto. Victor Jara, filho de campesinos, era chileno, ativista, jornalista e diretor de tatro, foi morto barbaramente pela ditadura "Pinochetvista", no ano de 1973, porém, seus ideais libertários expressos em suas canções jamais serão esquecidos. A música que estou postando chama-se Corrido de Pancho Villa, uma homenagem ao grande Peleador Francisco Villa. Um abraço a tod@s.







Corrido de Pancho Villa
Victor Jara

Fui soldado de Francisco Villa de aquel hombre de fama inmortal
que aunque estuvo sentado en la silla no envidiara la presidencial.
Ahora vivo allá por la orilla recordando aquel tiempo inmortal,
ayayay,
ahora vivo allá por la orilla recordando a Villa allá por Parral.
Yo fui uno de aquellos dorados que con tiempo llegó a ser mayor en
la lucha quedamos lisiados defendiendo la patria y honor.
Hoy recuerdo los tiempos pasados que peleamos con el invasor
ayayay,
hoy recuerdo los tiempos pasados de aquellos dorados que yo fui mayor.
Mi caballo que tanto montaba
en Jiménez la muerte alcanzó
una bala que a mí me tocaba a su cuerpo se le atravesó.
Al morir de dolor relinchaba por la patria la vida entregó
ayayay,
al morir de dolor relinchaba cómo le lloraba cuando se murió.
Pancho Villa te llevo grabado en mi mente y en mi corazóny
aunque a veces me vi derrotado por las fuerzas de Álvaro Obregón
siempre anduve como fiel soldado hasta el fin de la revolución
ayayay,
siempre anduve como fiel soldado que tanto ha luchado al pie del cañón.

sábado, 18 de julho de 2009

El Gallo Rojo

Para corroborar aquilo que Taludito escreveu com muita propriedade e presteza, segue uma canção de Chicho Sanchez Ferlosio, a qual é considerada um hino nostálgico para os anti-franquistas que pelearam na Guerra Civil Espanhola.

Gallo rojo


Cuando canta el gallo negro
es que ya se acaba el día.
Si cantara el gallo rojo
otro gallo cantaría.

Ay, si es que yo miento,
que el cantar que yo canto
lo borre el viento.
Ay, qué desencanto
si me borrara el viento
lo que yo canto.

Se encontraron en la arena
los dos gallos frente a frente.
El gallo negro era grande
pero el rojo era valiente.

Se miraron a la cara
y atacó el negro primero.
El gallo rojo es valiente
pero el negro es traicionero.

Gallo negro, gallo negro,
gallo negro, te lo advierto:
no se rinde un gallo rojo
mas que cuando está ya muerto.



Abraço a todos e agradecimento especial à Gio, que indicou o presente vídeo.


sexta-feira, 17 de julho de 2009

"...se hay gobierno, soy contra!?"

Eis que surge o problema do poder, principalmente quando o poder está nas mãos de partidos "esquerdistas". Tais partidos se vem obrigados a firmar "pactos de governabilidade"(pagar pau, rebaixar-se, resignar-se, e porque não esquecer-se do passado) a fim de governar com a tão sonhada governabilidade. No entretanto, no Brasil, partidos de "centro" e " 'pseudo'-direitas[pois nenhum partido direitista assim intitula-se]" são fiéis da balança e 'fatalmente' acabam por tomar conta do governo, a exemplo do período político atual...quantas vezes escuto por aí e por aqui (principalmente de pessoas da esquerda) que quando a esquerda assume o poder, a direita continua enraizada no mesmo...no entretanto, a recíproca não é verdadeira, pois a direita no poder, governa para os (neo)liberais, burgueses e eternos mandatários da economia, como no RS!
O que falta para a esquerda governar para a esquerda, ou seja, para os eternamente mal-tratados, excluídos socialmente, explorados social-econo-politicamente? vontade? abrir mão da governabilidade? há governo sem governabilidade? pois, há governo sem governabilidade!
Veja a deplorável Yeda, ja não sabe nem quando é dia ou noite. Mesmo assim, segue a "governar". E digo mais, só sai dia 31/12/2010...ou, ninguém sabe o futuro (vive ou morre?).
E o que acontecerá se concorrer a reeleição? 5 porcento, e olhe la?!!??!?!

...Retornare...falta sim, mandar a puta que pariu, e dar um foda-se na oposição, e na mídia! Revolução de cima pra baixo de novo? assim como todas as outras 'revoluções' brasileiras... continuar acreditando na política? ou matar tudo? MP, adianta? CPI pra que? VOTO onde? no lixo?
Sempre digo, pero no mutcho alto...que só se dará jeito se se houver sangue! mas falar não muda nada, e eu escrevendo menos ainda...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

"Rebate"

Também respeitando a linha democrática e libertária do blog ( e eu confééésso, tu confessa? que esse é um ponto positivo), me faço expressar de tal maneira.
Mais um texto do anarquista Pierre-Joseph Proudhon, em que ele nos dá uma boa idéia do que é ser governado, independente de qual linha política e/ou partidária a faça. Discordo de El Mirador13 de que a luta pela disputa de PODER político partidária é a essência da sociedade. O anarquismo, embora negue partidos, insere-se, sem nenhuma sombra de dúvidas, nas disputas de ESPAÇOS e IDEAIS políticos, porém, não de poder. Acredito que quando é o poder que está em jogo - e não a tentativa de se criar uma tomada de consciência - invertem-se os valores realmente válidos para a construção de uma sociedade justa e igualitária/libertária e acaba-se por criar um intenso jogo de disputas e ransos dentro da própria esfera de atuação partidária, onde, muitas vezes, o que se está "jogando" não são as melhores idéias ou programas de melhoramento social, e sim e apenas, a perpetuação de determinado partido no poder e a disputa de egos protelada dentro dessas esferas, deixando-se de lado os interesses do povo. O poder é podre e hierárquico. Um abraço.


“Ser governado é: ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legisferado, regulamentado, depositado, doutrinado, instituído, controlado, avaliado, apreciado, censurado, comandado por outros que não têm nem o título, nem a ciência, nem a virtude.
Ser governado é: ser em cada operação, em cada transação, em cada movimento, notado, registrado, arrolado, tarifado, timbrado, medido, taxado, patenteado, licenciado, autorizado, apostilado, admoestado, estorvado, emendado, endireitado, corrigido.
É, sob pretexto de utilidade pública, e em nome do interesse geral: ser pedido emprestado, adestrado, espoliado, explorado, monopolizado, concussionado, pressionado, mistificado, roubado;
Depois, à menor resistência, à primeira palavra de queixa: reprimido, corrigido, vilipendiado, vexado, perseguido, injuriado, espancado, desarmado, estrangulado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e, para não faltar nada, ridicularizado, zombado, ultrajado, desonrado. Eis o governo, eis sua justiça, eis sua moral!
E dizer que há entre nós democratas que pretendem que o governo prevaleça; socialistas que sustentam esta ignomínia em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade; proletários que admitem sua candidatura à presidência! Hipocrisia!...”


.Tchaco

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Quando os trabalhadores perderem a paciência

As pessoas comerão três vezes ao dia
E passearão de mãos dadas ao entardecer
A vida será livre e não a concorrência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

Certas pessoas perderão seus cargos e empregos
O trabalho deixará de ser um meio de vida
As pessoas poderão fazer coisas de maior pertinência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

O mundo não terá fronteiras
Nem estados, nem militares para proteger estados
Nem estados para proteger militares prepotências
Quando os trabalhadores perderem a paciência

A pele será carícia e o corpo delícia
E os namorados farão amor não mercantil
Enquanto é a fome que vai virar indecência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

Quando os trabalhadores perderem a paciência
Não terá governo nem direito sem justiça
Nem juizes, nem doutores em sapiência
Nem padres, nem excelências

Uma fruta será fruta, sem valor e sem troca
Sem que o humano se oculte na aparência
A necessidade e o desejo serão o termo de equivalência
Quando os trabalhadores perderem a paciência

Quando os trabalhadores perderem a paciência
Depois de dez anos sem uso, por pura obscelescência
A filósofa-faxineira passando pelo palácio dirá:

“declaro vaga a presidência”!

Mauro Iasi

Debate

Tendo em vista o caráter democrático deste blog, quero discordar respeitosamente do filósofo citado por "El Obrero". Discordo, apenas, da visão anarquista em que ele esta submetido. Para ilustrar o que penso vai uma contribuição de um grande pensador GAUCHO Y LLIANERO, que por certo crê que está na política, como forma de disputa de poder, a essência de se viver em sociedade.


TRECHO DO LIVRO “DE PERNAS PRO AR – A ESCOLA DO MUNDO AO AVESSO” (EDUARDO GALEANO).


Educando com o exemplo
A escola do mundo ao avesso é a mais democrática das instituições educativas. Não requer exame de admissão, não cobra matrícula e dita seus cursos, gratuitamente, a todos e em todas as partes, assim na terra como no céu: não é por nada que é filha do sistema que, pela primeira vez na história da humanidade, conquistou o poder universal.
Na escola do mundo ao avesso o chumbo aprende a flutuar e a cortiça a afundar. As cobras aprendem a voar e as nuvens a se arrastar pelos caminhos.

Os modelos do êxito
O mundo ao avesso gratifica o avesso: despreza a honestidade, castiga o trabalho, recompensa a falta de escrúpulos e alimenta o canibalismo. Seus mestres caluniam a natureza: a injustiça, dizem, é lei natural. Milton Friedman, um dos membros mais conceituados do corpo docente, fala da “taxa natural de desemprego”. Por lei “natural”, garantem Richard Herrnstein e Charles Murray, os negros estão nos mais baixos degraus da escala social. Para explicar o êxito de seus negócios, John Rockefeller costumava dizer que a natureza recompensa os mais aptos e castiga os inúteis. Mais de um século depois, muitos donos do mundo continuam acreditando que Charles Darwin escreveu seus livros para lhes prenunciar a glória.
Sobrevivência dos mais aptos? A aptidão mais útil para abrir caminhos e sobreviver, o killing instinct, o instinto assassino, é uma virtude humana quando serve para que as grandes empresas façam a digestão das pequenas empresas e para os países fortes devorem os países fracos, mas é prova de bestialidade quando um pobre-diabo sem trabalho sai a buscar comida com uma faca na mão. Os enfermos da patologia anti-social, loucura e perigo de que cada pobre é portador, inspiram-se nos modelos de boa saúde do êxito social. O ladrão de pátio aprende o que sabe elevando o olhar rasteiro aos cumes: estuda o exemplo dos vitoriosos e, mal ou bem, faz o que pode para lhes copiar os méritos. Mas “os fodidos sempre serão fodidos”, como costumava dizer Dom Emilio Azcárraga, que foi amo e senhor da televisão mexicana. As possibilidades de que um banqueiro que depena um banco desfrute em paz o produto de seus golpes são diretamente proporcionais às possibilidades de que um ladrão que rouba um banco vá para a prisão ou para o cemitério.
Quando um delinqüente mata por dívida não paga, a execução se chama ajuste de contas; e se chama plano de ajuste a execução de um país endividado, quando a tecnocracia internacional resolve liquidá-lo. A corja financeira seqüestra os países e os arrasta se não pagam o resgate. Comparado com ela, qualquer bandidão é mais inofensivo do que Drácula à luz do sol. A economia mundial é a mais eficiente expressão do crime organizado. Os organismos internacionais que controlam a moeda, o comercio e o credito, praticam o terrorismo contra os países pobres e contra os pobres de todos os países, com uma frieza profissional e uma impunidade que humilham o melhor dos lança-bombas.
A arte de enganar o próximo, que os vigaristas praticam caçando incautos pelas ruas, chega ao sublime quando alguns políticos de sucesso exercitam seus talentos. Nos subúrbios do mundo, chefes de estado vendem saldos e retalhos de seus países, a preço de liquidação de fim de temporada, como nos subúrbios das cidades os delinqüentes vendem, a preço vil, o butim de seus assaltos.
Os pistoleiros de aluguel realizam, num plano menor, a mesma tarefa que cumprem, em grande escala, os generais condecorados por crimes elevados à categoria de glórias militares. Os assaltantes que, à espreita nas esquinas, atacam a manotaços, são a versão artesanal dos golpes dados pelos grandes especuladores, que lesam multidões pelo computador. Os violadores que mais ferozmente violam a natureza e os direitos humanos jamais são presos. Eles tem as chaves das prisões. No mundo como ele é, mundo ao avesso, os países responsáveis pela paz universal são os que mais armas fabricam e os que mais armas vendem aos demais países. Os bancos mais conceituados são os que mais nacodólares lavam e mais dinheiro roubado guardam. As indústrias mais exitosas são as que mais envenenam o planeta, e a salvação do meio ambiente é o mais brilhante negócio das empresas que o aniquilam. São dignos de impunidade e felicitações aqueles que matam mais pessoas em menos tempo, aqueles que ganham mais dinheiro com menos trabalho e aqueles que exterminam mais natureza com menos custo.
Caminhar é um perigo e respirar é uma façanha nas grandes cidades do mundo ao avesso. Quem não é prisioneiro da necessidade é prisioneiro do medo: uns não dormem por causa da ânsia de ter o que não tem, outros não dormem por causa do pânico de perder o que tem. O mundo ao avesso nos adestra para ver o próximo como uma ameaça e não como uma promessa, nos reduz à solidão e nos consola com drogas químicas e amigos cibernéticos. Estamos condenados a morrer de fome, a morrer de medo ou a morrer de tédio, isso se uma bala perdida não vier abreviar nossa existência.
Será esta liberdade, a liberdade de escolher entre ameaçadores infortúnios, nossa única liberdade possível? O mundo ao avesso nos ensina a padecer a realidade ao invés de transformá-la, a esquecer o passado ao invés de escutá-lo e aceitar o futuro ao invés de imaginá-lo: assim pratica o crime, assim o recomenda. Em sua escola, escola do crime, são obrigatórias as aulas de impotência, amnésia e resignação. Mas esta visto que não há desgraça sem graça, nem cara que não tenha a sua coroa, nem desalento que não busque seu alento. Nem tampouco há escola que não encontre a sua contra-escola.

El Mirador13

Pra´queles que por ventura aqui passarem!!

Dae gauchada amiga, demorei um pouco pra me tornar afeito à estas novas tecnologias cibernéticas, as quais necessitam um know-how muito sofisticado para um homem da colônia, como Yo.
Mas buenas, é com grande prazer que convido a todos os leitores que, numa eventual eventualidade, por aqui passarem, desfaçam-se de todas suas crenças e preconceitos, seus olhares construídos nesta cultura capitalista ocidental, e apreciem estas linhas com um olhar Gaucho y Llanero, ou seja, um olhar forjado na luta e no trabalho, aguerrido e libertário. Para tanto, deixo abaixo algumas linhas do saudoso Pierre-Joseph Proudhon, em seu clássico Filosofia da Miséria, que, ao dirigir-se ao leitor, diz o seguinte:
"Que religião você segue?... Esquça sua fé e, por prudência, torne-se ateu. (...). É preciso ter por muito tempo elevado o próprio pensamento acima das coisas divinas para ter o direito de supor uma personalidade além do homem, uma vida além desta vida. De resto, não tema por sua salvação. Deus não se zanga com aqueles que o subestimam por razão, assim como não se importa com aqueles que o adoram por promessa; e, no estado de sua consciência, o mais seguro para você é não pensar nada dele. Não vê que ocorre com a religião o mesmo que com os governos, dentre os quais o mais perfeito seria a negação de todos? Que nenhuma fantasia política ou religiosa mantenha, pois, sua alma cativa; é o único meio hoje de não ser tolo nem renegado. (...)
Gostaria ainda, para assegurar completamente o seu julgamento, caro leitor, tornar sua alma insensível à compaixão, superior à virtude, indiferente à felicidade. Mas seria exigir muito de um neófito. Lembre-se somente e não o esqueça nunca, que a compaixão, a felicidade e a virtude, da mesma forma que a pátria, a religião e o amor, são apenas máscaras..."


Concluam como acharem adequado, abraços,

El Obrero.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Pra o de farda refletir


não te orgulhes desta farda que tu vestes
pra defender a burguesia do poder
quando o poder estiver na mão do povo
poucas pessoas vão querer te defender

não te orgulhes das pauladas que tu destes
nos teus irmãos desarmados e sem-terra
nem te surpreendas quando o povo for pra rua
que descobriu que passou fome por que há guerra

verás então que tu és massa de manobra
na minoria que comanda o teu destino
e toda vez que te voltares contra ela
serás punido e chamado de assassino

e cada vez que atirares contra o povo
pra defender os interesses do patrão
convém lembrar que se acabares com este povo
em tua mesa deverá faltar o pão

povo que luta
povo que sofre
povo de paz
povo cansado de esperar por quem não faz

de tardezita ao sentar no teu ranchito
pra chimarrear com tua prenda e o teu piá
no olhar dele busque alguma diferença
todas crianças que você encontrou lá

e se notar alguma superioridade
tenha certeza que isso é um erro de visão
somos formados todos da mesma matéria
a diferença reside no coração

se me disseres que tem que cumprir a ordem
eu te confesso que é dificil de entender
toda desordem que os meus olhos presenciam
é tutelada pelos donos do poder

por isso eu digo tu és massa de manobra
da burguesia que te usa e que te explora
se não gostares dos meus versos, meu amigo
enrola e queime, pegue a cinza e jogue fora

povo que luta
povo que sofre
povo de paz
povo cansado de esperar por quem não faz

telmo torres

domingo, 12 de julho de 2009

http://www.youtube.com/watch?v=omCaW-h_DQ0

Grande Pedro Ortaça, um dos quatro ícones do nativismo missioneiro. É a esquerda do gauchismo!!!!! Os outros três são: Noel Guarany, Jayme Caetano e Cenair Maicá.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Três países gauchos

Milonga de três bandeiras

Composição: Jayme Caetano Braun e Noel Guarany


Vieja milonga pampeana
hija de llanos y vientos,
chiruza de cuatro alientos
de la tierra americana;
Vieja milonga paisana
de los montes y praderas,
tus mensajes galponeras
trenzaran en la oración
al pié del mismo fogón
los gauchos de tres banderas.

Brasileño y oriental,
Rio-grandense y argentino,
piedras del mismo mamino,
aguas del mismo caudal,
hicieran, de tu señal,
himnos de patria y clarin,
hasta el mas hondo confin,
de Osório-Artigas-Belgramo,
Madariaga y San Martín!

A tu conjuro peliaran,
vieja milonga machaza
los centauros de mi raza
que al más allá se marcharan
y las hembras te besaran
con cariño y con amor
cuando en la guitarra flor,
enriedada en el cordeje,
fuiste un llamado salvaje
al corazón del cantor!

Milonga - poncho y facón,
calandria pampa y lucero,
grito machazo del tero,
calor de hogar y fogón,
milonga del redomón,
llevando pátria en las ancas,
milonga de las potrancas
milonga de las congojas
milonga divizas rojas,
milonga divizas blancas.

Blanco y azules pañuelos,
celeste verde amarillos,
milonga de los caudillos
que hilvanaran nuestros suelos,
milonga de los abuelos
de las cepas cimarronas,
milonga de las lloronas
repiquetiando de lejos,
milonga de los reflejos
en las trenzas de las peonas.

Martín Fierro - el viejo Pancho,
Blau Nunes y Santo Veja,
tu sonido gaucho llega
parido nel mismo rancho
y a lo largo y a lo ancho
dibuja el suelo patrício
cuando el payador de ofício
repunta en vuelo bizarro,
lanceros de Canabarro,
rastreadores de Aparício.

Con tu sonido encadenas
nel mismo pampa dialecto,
Antonio de Souza Neto,
poncho - lanza y nazarenas,
milong sangre en las venas
de la história que se aleja,
leyenda de pátria vieja
que hizo del cielo diviza
con Justo José de Urquiza,
Juan Antonio y Lavalleja.

Milonga de tres colores
punteada en cuerdas de acero,
cuando el último jilguero
ensaya sus esteretores,
nosotros los payadores,
de la tradoción campera,
saldremos a campo fuera,
por los ranchos y fogones,
tartamudeando oraciones
pa' que el gaucho no se muera

Pero el jamás murirá,
gaucho no puede morir,
es ajes y el porvenir,
lo que fué y lo vendrá,
la lanza y el chiripá
padran quedar nel repecho,
Pero - Liberdade e Derecho,
Dignidad y Gaucheria,
el Patriotismo y la Hombria
los guardamos en el pecho.

Milonga de tres bandeiras,
templada por manos rudas,
mensaje de Dios, sin dudas
sin cadenas ni fronteras,
mañana por las praderas
el viento pampa resonga
con su guitarra de estrellas
haciendo pátria con ella
pues donde hay pátria, hay milonga.


por un Piazito Taludo

Sobre Gauchos y Llaneros...

Breve introdução a respeito do título de nosso blog, nada de muito complexo...

Gaucho: Trata-se de um individuo dedicado principalmente a criação de gado, a exemplo do charro mexicano, llaneros colombianos e venezuelanos e do cowboy estadunidense, respeitando as devidas proporções. Eram aventureiros populares até a aparição do aramado, que infelizmente cerceou sua profissão e paixão; hoje em dia se dedicam a criação de gado e cavalos, logicamente, muito mais limitados pelos aramados e cancelas desse mundo veio, alem de preservar as tradições de verdadeiros gaúchos. Atualmente o termo Gaucho/gaúcho é a alcunha de viventes uruguaios, argentinos, sul rio-grandenses - situados todos na região do Pampa - além de ter o costume de matear/chimarrear sempre que possível, principalmente na aurora e pôr-do-sol.

Llanero: Originalmente o povo llanero fazia parte da Republica da Grã Colômbia, no entretanto com o desmembramento em Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá, passaram a ocupar porções das planícies colombianas e venezuelanas situadas a norte do Rio Orinoco. Desde muito cedo, de dedicaram a criação de gado e cavalos. Sendo assim, exímios cavaleiros. A música llanera é tocada principalmente com violões e afins e possui diversas classificações quanto à espécie de música, entoando poeticamente sentimentos à região e pago, à história, à cultura, tal como aos mais diversos sentimento que são expressos em musicas tradicionalistas e regionalistas.


“[...] Tudo era largo tudo sol, tudo horizonte e parecia o mundo veio não ter fim... mas de repente plantaram aramados, nos aramados botaram porteiras... e o mundo veio que era largo e que era aberto, virou num mundo todo cheio de tranqueiras [...]” trecho da música “Mundo Véio” do grupo Os Angüeras.

Piazito Taludo

Buenas!

Após um período de intensa fadiga fatídica, iniciamos o blog.


Gio.

Saudações!!

Viva o PLATA!




Tchaco!