terça-feira, 21 de julho de 2009

Para os "Sem-Farda" refletir...

Aos amigos leitores minhas saudações. Provoco a reflexão acerca de um tema um pouco cansativo, entretanto saliento a importância deste texto devido a desenfreada mercantilização das riquezas do Brasil e também da nossa saudosa pátria Riograndense.
Talvez não seja nas vozes elitizadas de intelectuais que esteja prostrada a objetividade necessária para atingir a população brasileira acerca da situação "Brasil pra sempre colônia" que assistimos.A letra apresentada abaixo - mais uma de Pedro Ortaça, apresenta de maneira clara, o que nossos estudados compositores "populares" a 40 anos tentam dizer.

Desde os Tempos de Sepé

"Seu gringo, faça silêncio
Vai cantar um missioneiro
E prá não dar entrevero
E o baile ficar suspenso
Pode guardar seu dinheiro
Que eu vou falar o que penso!"

Lá da América do Norte
Se vieram para os confins
Trazendo a fome e a morte
Muito pior que graxaim
E hoje, por toda parte
Mudam tim - tim por tim - tim
Palheiro tem fumo "lights"
E a bombacha virou "jeans"
Palheiro tem fumo "lights"
E a bombacha virou "jeans".

Este primeiro parágrafo é uma contextualização do que estaria acontecendo aos poucos no nosso lento processo de aculturação.A seguir o texto fica mais objetivo:

Trazem o povo à cabresto
Pela tal televisão
A ganância não tem preço
Nessa maldita invasão
Viram o mundo do avesso
Pesticida, poluição
E se dizendo progresso
Querem tomar o galpão
E se dizendo progresso
Querem tomar o galpão.

A evolução sem limites
É que arrebenta a represa
Levando tudo que existe
Na força da correnteza
Onde o "tio Sam" dá palpite
Não resta pão sobre a mesa
Pois nenhum povo resiste
À morte da natureza
Pois nenhum povo resiste
À morte da natureza.

Há muito sobem a rampa
Tapados de cerimônias
Nossa conta virou trampa
Sem a menor parcimônia
A mesma história se acampa
Onde a gringada se adona
Estão com um pé na pampa
E as duas mãos no amazonas
Estão com um pé na pampa
E as duas mãos no amazonas.

Seu gringo, perca o entono
Pois mate não é café
E o cepo nunca foi trono
De misterzinho qualquer
Por isto, não perca o sono
E pode ir dando no pé
Porque esta terra tem dono
Desde os tempos de Sepé
Porque esta terra tem dono
Desde os tempos de Sepé
Porque esta terra tem dono
Desde os tempos de Sepé.

Abrazos.

Viejo Campesino

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