Também respeitando a linha democrática e libertária do blog ( e eu confééésso, tu confessa? que esse é um ponto positivo), me faço expressar de tal maneira.
Mais um texto do anarquista Pierre-Joseph Proudhon, em que ele nos dá uma boa idéia do que é ser governado, independente de qual linha política e/ou partidária a faça. Discordo de El Mirador13 de que a luta pela disputa de PODER político partidária é a essência da sociedade. O anarquismo, embora negue partidos, insere-se, sem nenhuma sombra de dúvidas, nas disputas de ESPAÇOS e IDEAIS políticos, porém, não de poder. Acredito que quando é o poder que está em jogo - e não a tentativa de se criar uma tomada de consciência - invertem-se os valores realmente válidos para a construção de uma sociedade justa e igualitária/libertária e acaba-se por criar um intenso jogo de disputas e ransos dentro da própria esfera de atuação partidária, onde, muitas vezes, o que se está "jogando" não são as melhores idéias ou programas de melhoramento social, e sim e apenas, a perpetuação de determinado partido no poder e a disputa de egos protelada dentro dessas esferas, deixando-se de lado os interesses do povo. O poder é podre e hierárquico. Um abraço.
“Ser governado é: ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legisferado, regulamentado, depositado, doutrinado, instituído, controlado, avaliado, apreciado, censurado, comandado por outros que não têm nem o título, nem a ciência, nem a virtude.
Ser governado é: ser em cada operação, em cada transação, em cada movimento, notado, registrado, arrolado, tarifado, timbrado, medido, taxado, patenteado, licenciado, autorizado, apostilado, admoestado, estorvado, emendado, endireitado, corrigido.
É, sob pretexto de utilidade pública, e em nome do interesse geral: ser pedido emprestado, adestrado, espoliado, explorado, monopolizado, concussionado, pressionado, mistificado, roubado;
Depois, à menor resistência, à primeira palavra de queixa: reprimido, corrigido, vilipendiado, vexado, perseguido, injuriado, espancado, desarmado, estrangulado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e, para não faltar nada, ridicularizado, zombado, ultrajado, desonrado. Eis o governo, eis sua justiça, eis sua moral!
E dizer que há entre nós democratas que pretendem que o governo prevaleça; socialistas que sustentam esta ignomínia em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade; proletários que admitem sua candidatura à presidência! Hipocrisia!...”
.Tchaco
Primeiras postagens de 2022
Há 4 anos
boa tchaco
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